Lucas Peralles, nutricionista esportivo e fundador do Método LP, identificou ao longo dos anos que, entre as pessoas que conseguem emagrecer e sustentar o resultado a longo prazo e aquelas que regridem após alguns meses, a diferença raramente está onde a maioria imagina. Afinal de contas, não está na força de vontade, não está no nível de conhecimento sobre nutrição e não está na intensidade do treino. Está em algo muito mais concreto e menos romantizado.
Como também, quem mantém o resultado não é mais disciplinado: tem a rotina melhor desenhada. Essa distinção muda tudo: significa que o problema de quem regride não é comportamental no sentido moral do termo, mas estrutural. E problemas estruturais têm solução estrutural, não motivacional.
O ambiente determina o comportamento mais do que a intenção
Estudos de psicologia comportamental mostram repetidamente que as pessoas tendem a fazer o que é mais fácil de fazer no momento, não o que planejaram fazer horas antes. Se o caminho natural da rotina leva a escolhas ruins, as melhores intenções não sustentam o comportamento por muito tempo. Por outro lado, se o ambiente está organizado para facilitar as escolhas certas, essas escolhas acontecem quase automaticamente.
De acordo com Lucas Peralles, isso é arquitetura de rotina: o desenho consciente do ambiente e dos fluxos do dia para que os comportamentos desejados sejam os de menor resistência. Portanto, ter proteína disponível em casa, ter uma refeição planejada para o horário mais vulnerável e ter um ritual de transição entre o trabalho e a noite que não envolva comida como válvula de escape é um excelente desenho de rotina adaptado para os fluxos de rotina do paciente, para que ele não regrida em sua rotina alimentar.
Por que quem regride não é menos disciplinado?
A regressão quase sempre acontece quando a rotina muda e o protocolo alimentar não foi construído para absorver essa mudança. Uma viagem, uma mudança de emprego, um período de estresse intenso: qualquer alteração significativa na estrutura do dia expõe a fragilidade de um plano que dependia de condições estáveis para funcionar.

O criador do Método LP, Lucas Peralles, trabalha há anos especificamente para evitar essa fragilidade. Isso porque o processo inclui o desenvolvimento de mínimos não negociáveis, comportamentos simples que se mantêm mesmo nas semanas mais difíceis, e a capacidade de correção de rota rápida quando o desvio acontece. Não é sobre nunca sair do protocolo, mas sobre voltar sem drama.
A rotina como proteção, não como prisão
Existe uma percepção comum de que a rotina alimentar rígida é limitante. O especialista em comportamento alimentar Lucas Peralles inverte essa lógica: a rotina bem construída é libertadora. No momento em que as decisões básicas da alimentação estão automatizadas, a energia cognitiva fica disponível para outras coisas. A pessoa, na prática, para de gastar atenção com o que vai comer e começa a viver com mais leveza dentro do próprio processo.
O que os pacientes que mantêm resultado têm em comum?
Conforme destaca Lucas Peralles, após o acompanhamento pelo Método LP, os pacientes que sustentam o resultado a longo prazo compartilham uma característica: não dependem de condições ideais para agir bem. Além disso, sabem o que fazer quando viajam, quando estão estressados, quando a semana foi caótica. Essa capacidade não foi desenvolvida por força de vontade. Foi construída, ao longo do processo, por meio de uma rotina que treinou respostas adequadas até que essas respostas se tornassem naturais.
Lucas Peralles, como referência em nutrição esportiva em São Paulo e fundador do método, resume em uma frase o que diferencia quem mantém de quem regride: uns construíram um sistema, os outros dependiam de motivação.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez