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Entre arquitetura e paisagem, Antonela Amaral Giancoli revela as villas palladianas do Vêneto na curadoria da Benarrivati

Marco Salvani
Marco Salvani 15 de setembro de 2026
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Antonella Amaral Giancoli
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Longe dos canais de Veneza, as villas concebidas por Andrea Palladio no século XVI revelam uma paisagem em que arquitetura, vida rural e organização da terra nasceram profundamente conectadas

Contents
Quando a arquitetura organiza a paisagemUm roteiro que vai além da fachadaO Vêneto para além de Veneza

Quando se fala em Vêneto, Veneza costuma ocupar o primeiro plano. Mas, para além da laguna, o interior da região guarda uma das contribuições mais influentes da Itália para a história da arquitetura: as villas concebidas por Andrea Palladio no século XVI.

Espalhadas sobretudo pela província de Vicenza, mas presentes também em outras áreas do Vêneto, essas construções foram pensadas para muito mais do que representar o prestígio de seus proprietários. Em sua origem, articulavam residência, administração e produção agrícola, estabelecendo uma relação direta entre arquitetura e paisagem.

É justamente essa leitura que interessa à Benarrivati.

Quando a arquitetura organiza a paisagem

As villas palladianas nasceram em um momento de transformação do território rural veneziano. Palladio desenvolveu uma linguagem arquitetônica capaz de combinar referências da Antiguidade clássica com as necessidades práticas das propriedades de campo.

A residência principal ocupava posição central, enquanto alas e estruturas auxiliares podiam se integrar às atividades ligadas à terra. O resultado era uma arquitetura monumental sem perder completamente sua função dentro da propriedade rural.

Séculos depois, a relação original entre construção e paisagem permanece fundamental para compreender essas obras, mesmo que o uso de cada propriedade tenha se transformado ao longo do tempo.

“O que me fascina nessas villas é perceber que a arquitetura não foi concebida separadamente da paisagem. Existe uma relação muito clara entre a casa, a terra e a forma como aquele território foi organizado. Quando conseguimos apresentar isso ao viajante, Palladio deixa de ser apenas um nome da história da arquitetura e passa a fazer sentido dentro do lugar em que suas obras nasceram”, pontua Antonela Amaral Giancoli.

Um roteiro que vai além da fachada

Na curadoria da Benarrivati, conhecer uma villa palladiana não precisa se resumir à observação de sua fachada ou de seus interiores. Quando as condições de visita permitem, a experiência pode incluir uma leitura mais ampla da propriedade, de seus jardins, áreas rurais e da paisagem que envolve a construção.

A presença de especialistas em arquitetura, arte ou história também pode acrescentar contexto ao percurso, ajudando a compreender as proporções, as referências clássicas e as soluções desenvolvidas por Palladio para diferentes propriedades.

Essa abordagem muda a perspectiva. A villa deixa de ser tratada como peça isolada e passa a ser percebida dentro de um sistema territorial muito maior, exatamente como foi concebida.

O Vêneto para além de Veneza

A distribuição das villas pelo interior permite ainda construir percursos que combinam diferentes obras e paisagens sem transformar a viagem em uma maratona arquitetônica.

Vicenza ocupa um lugar central nesse roteiro. A cidade e as villas palladianas do Vêneto integram um conjunto reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, resultado da influência extraordinária que a obra de Andrea Palladio exerceu sobre a arquitetura ocidental.

Mas o interesse da experiência está também no caminho entre uma propriedade e outra. Campos, pequenos centros urbanos e paisagens rurais ajudam a revelar o contexto em que essa arquitetura surgiu.

Ao incluir as villas palladianas em sua curadoria, a Benarrivati apresenta um Vêneto que não compete com Veneza, mas amplia a compreensão da região. Ali, a sofisticação não está apenas na monumentalidade dos edifícios, mas na maneira como arquitetura, paisagem e função foram pensadas como partes de uma mesma ideia.


Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonela Amaral Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

Tag:Antonela AmaralAntonela Amaral GiancoliAntonela GiancoliAntonella AmaralAntonella Amaral GiancoliAntonella Giancoli
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